Sem novidades debaixo do Sol - por Herman Glanz

O mundo continua o mesmo, e não poderia ser diferente: o sol nasce e se põe, e não há nada de novo debaixo do sol, figura no Eclesiastes. O candidato do Partido Democrata americano à presidência dos Estados Unidos fez um giro pelo mundo e, depois do Oriente Médio passou pela Europa. Do Iraque passou por Israel e a Autoridade Palestina.

O que se pode depreender da visita? No fundo, mostrar ao povo americano que pode discutir a política externa e, também, conquistar o voto dos judeus americanos, mas se comportou como os europeus: disse ser amigo dos judeus e de Israel, declarou seu apoio a Israel, declarou estar comprometido com a segurança de Israel, mas se manifestou por mais esforço de Israel para ceder aos vizinhos, que querem aniquilar não só o país, mas os judeus pelo mundo afora.

Sobre o Irã, que persegue a conquista da tecnologia das armas nucleares, declarou-se contra esse projeto, mas que a forma de impedir essa conquista de armas de destruição em massa se faça através de conversações diplomáticas, enquanto o Presidente do Irã faz declarações explícitas de seu objetivo de varrer Israel do mapa, bem como os judeus do mundo, lamentando que todos os judeus não estejam concentrados em Israel, pois facilitaria seu objetivo.

O Senador Barak Obama declara entender que Israel tem o direito de proteger seus cidadãos, mas, por outro lado, declara que Israel deve levar a soberania palestina de Gaza à chamada Margem Ocidental, permitindo o livre trânsito dos terroristas que diariamente atacam Israel, bem como dividir Jerusalém. Não devemos esquecer que Gaza é governada pelo Hamas, que é apoiado financeiramente e com armas pelo Irã. Não estamos nos manifestando sobre as eleições americanas, mas sobre o que falou Obama em sua passagem por Israel.

No fundo, a velha norma: compromisso com a segurança de Israel, mas que Israel ceda aos terroristas que querem aniquilá-lo, o que é um paradoxo. E vale também para o governo Bush. Segundo a mídia, em carta ao Presidente americano Bush, Ehud Olmert protestou pelo abandono de Israel, ao não ser informado da entrada dos Estados Unidos em negociações com o Irã, na Suíça, juntamente com a União Européia.

Do outro lado do mundo, junto a nós do Brasil, o chanceler paraguaio indicado para o novo governo que tomará posse nos próximos dias, declara que é favorável aos palestinos. Se nos lembrarmos que o Hizbollah está aí, se nos lembrarmos dos problemas da chamada Tríplice Fronteira – onde Argentina, Brasil e Paraguai se encontram, e de onde têm saído recursos destinados ao terror, segundo Relatório americano, desperta nossa preocupação, deixando-nos atentos aos movimentos políticos, pois podem trazer as diferenças internacionais para nossas bandas.

Se não vemos firmeza na luta contra o terror, que não visa somente Israel e os judeus, devemos nos cuidar, porque estamos sempre na linha de frente. Hoje há uma corrente islâmica fundamentalista que se uniu ao mundo anti-judaico e contra Israel. Os fundamentalistas muçulmanos não vêem qualquer problema para protestar por seus direitos no mundo não islâmico, como a Europa e os Estados Unidos, exigindo direitos que negam nos países islâmicos aos que chamam de infiéis, (àqueles que não comungam a fé islâmica).

Realmente, não há nada de novo debaixo do sol. Esse filme, infelizmente, nós já vimos e o apaziguamento nos custou muito caro em todos os tempos.

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1 Comentário »

  1. José Borenstein de Oliveira disse,

    outubro 24, 2008 @ 9:03

    Mas em uma outra entrevista, o presidente paraguaio prometeu reforçar as relações diplomáticas do seu país com Israel. Só quem viver , verá…
    Sempre tivemos traidores e sempre teremos:

    Judas Iscariote criou Jesús para os gentios… Noam Chomsky legitima o terrorismo islâmico. Então temos que concordar com Rambam: Se vires que teu vizinho é traidor não tenhas vergonha de ser delator!

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