Exposição de Arte em memória aos mortos das guerras de Israel
No quadro das festividades de comemorações dos sessenta anos do Estado de Israel, o “Yad leBanim” concebeu uma exposição especial em memória aos soldados mortos na defesa do país. “Memória Nossa” projeto da curadora Rina Moskovitch, é uma exposição no domínio das artes plásticas, escultura, fotografia, sobre o tema: “Luto, Heroísmo e Renascimento”.

Artista: Eunice Figueiredo - “Árvore dos Ossos” - Osso-Coragem- Independência (Etzem-Otzmah- Atzmaut) - Temas de Pesar e Heroísmo
Inscreveram-se mais de 250 artistas de todo o país. Na comissão julgadora, artistas, professores de arte, curadores e personalidades da vida cultural do país. A comissão escolheu 60 trabalhos, um para cada ano de Israel. Quatro das sessenta obras foram premiadas: a instalação “Minha casa, minha fortaleza”, de Rachel Yossef, a escultura “Os soldados” de Tespai Tegania e as pinturas “Sábado de noite” de Ricardo Lapin e” Árvore dos Ossos” de Eunice Figueiredo, todos estes artistas vivendo e operando em Israel.
Sobre a pintora Eunice Figueiredo
Pintora e arquiteta. Diplomada em Arquitetura (UFP, Recife) no Brasil. Participou de várias exposições em Israel e no estrangeiro. Os trabalhos da pintora se encontram em coleções em Israel, Estados Unidos, Inglaterra, Belgica, Portugal e Brasil. O trabalho escolhido para esta exposição é um trabalho fora do comum, seja pelo seu conteúdo filosófico, seja pela sua execução.
Palavra da pintora: “Toda a narrativa está contida nos ossos. Os mortos e o continuum humano no mistério do espaço-tempo. O respeito à memória dos ancestres. A narrativa individual está contida na narrativa familiar, que está contida na tribal, nacional, planetária, cósmica. ‘A Árvore dos Ossos’ nasceu da minha perda pessoal; a expressão deste pesar foi assim exprimido na pintura. O luto faz parte do vocabulário das emoções humanas e sua expressão e certos ritos pertinentes a experiência da morte, seja em família, seja coletiva, são comuns a toda a espécie humana. Quando as emoções da perda não se exteriorizam, elas se introvertem, crescem por dentro e serão arquivadas na medula espinal. Nesta matéria perene, a dor da perda resta dormente e se transforma num peso. O potencial de renovação da morte em vida está assim contido no osso: a dor transfigurada ativa a ação em criação ou coragem; ai nascem o trabalho de arte, o heroísmo e a independência”.
Este trabalho e uma homenagem aos ossos enterrados de minha mae. Em hebraico, a palavra osso da origem a uma serie de palavras que sao derivadas da qualidade basica inicial (do osso): Etzem- shem etzem- Atzmi- Atzmaut- Otzmah- Atzum- Atzmut (Osso- Nome – Eu-mesma- Independencia- Coragem- Poderoso,Imenso-Essencia). A leitura obvia e que a substancia do osso esta contida no sentido do eu-mesmo, que esta contido na formacao da independencia, nas atitudes de coragem e do imenso, na propria essencia do ciculo vida-morte-vida.
“Ele me disse: Filho do Homem, estes ossos poderão ressuscitar? (Ezequiel, 3.37) Ele me disse: Profetize sobre esses ossos e diga: ossos secos escutai a palavra do Eterno, eu lhes farei entrar o Espírito e vivereis; lhes darei nervos e por sobre eles lhes farei crescer a carne; lhes cobrirei com a pele e lhes soprarei o Espírito e vós vivereis”. (Ezequiel, 4.37)
fonte: FIPE


















