12ª Convenção da UJCL reúne 177 participantes de 15 países no Panamá

Cerca de 177 líderes de comunidades judaicas de toda a América Latina e Caribe participaram, de 27 a 31 de janeiro, da décima segunda edição da convenção anual da UJCL, que teve como tema “Construindo Comunidades no século XXI: Desafios e Oportunidades”. Os participantes puderam analisar questões importantes do mundo judaico na América Latina, como os níveis de antissemitismo na região, o avanço da presença do Irã na América Latina e as consequências da ruptura das relações diplomáticas entre Venezuela e Israel, entre outros assuntos.

O encontro contou com as participações de representantes da Argentina, Aruba, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Curaçau, El Salvador, Estados Unidos, Ilhas Caiman, Jamaica, México, Panamá e Uruguai, além de Israel. A delegação brasileira contou com a presença do rabino Pablo Berman e de Ester Proveler, da CIP de Curitiba; de Teresa Roth, e Marina e Raul Gottlieb (vice-presidente da WUPJ na América Latina), da ARI, no Rio de Janeiro; e, pela CIP, de São Paulo, Miriam Vasserman (presidente da WUPJ-LA), Itche Vasserman, Érika Wolff, Flávio Levi Moreira (diretor-financeiro da WUPJ-LA) e Dora Lucia Brenner, presidente da entidade. Da Argentina, marcaram presença o rabino Guido Cohen, do Colégio Tarbut de Buenos Aires; e Leonardo Kraselnik, da AIP (Asociación Israelita de las Pampas).

Da World Union for Progressive Judaism (WUPJ), parceira da UJCL há aproximadamente 12 anos, estiveram presentes o rabino Joel Oseran, vice-presidente de Desenvolvimento Internacional; Shai Pinto, vice-presidente de Operações; e Jerry Tanenbaum, presidente do Yad b’Yad Task Force, braço da WUPJ, que apoia os trabalhos das congregações liberais na região. Oseran apresentou seis pilares para a construção de uma comunidade bem sucedida (D’us, atos de bondade, aprendizado sobre judaísmo, tefilá, Israel e realização pessoal); enquanto Pinto, em seu painel, mostrou as vantagens da educação judaica e dos movimentos juvenis judaicos para manter e construir instituições fortes e prósperas. Já Tanenbaum falou sobre a importância do Yad b’Yad para o desenvolvimento do judaísmo progressista no continente americano.

Miriam Vasserman e Raul Gottlieb, presidente e vice-presidente, respectivamente, da WUPJ-LA, apresentaram painéis durante o encontro. Miriam falou sobre a importância da comunicação, em todos os níveis, nas comunidades judaicas, e Gottlieb compartilhou com Alan Silberman, presidente do Masorti Olami, reflexões sobre a importância das organizações de cúpula, dando como grande exemplo o que poderemos alcançar trabalhando juntos em particular na América Latina.

O encerramento do encontro foi marcado por uma noite de gala no Hotel Intercontinental, quando a ex-presidente da UJCL, Hilda Tem Brink, da Costa Rica, foi homenageada por seu trabalho e realizações à frente da entidade, que passa agora a ser comandada por Eduardo Moel, do México. Clique aqui e aqui para ler as cartas de agradecimento que o presidente da WUPJ, Steve Bauman, enviou para Hilda e Moel. O momento contou ainda com a apresentação do Fundo Patricia W. Tanenbaum, falecida esposa de Jerry Tanenbaum e que, merecidamente, também recebeu homenagens. A fundação tem como objetivo auxiliar os filhos de membros da UJCL a viajarem para acampamentos judaicos e para Israel. Patricia Tanenbaum Z”L, em saudosa lembrança, era bastante dedicada à comunidade judaica da América Latina, fazendo inúmeras visitas, dando assistência e encorajando o desenvolvimento do judaísmo progressista na região.

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