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Existe, hoje, uma grande divulgação na mídia sobre a ocupação da Palestina, dizendo que o Estado de Israel é ocupante da Palestina. Bem, vamos aos fatos:

Tudo começa com a ocupação dos romanos, que ocuparam os Reinos de Israel e Judá, mas sofrendo permanente revolta dos judeus. Cícero, o grande tribuno, chegou a declarar que os judeus viviam permanentemente se revoltando, mas de nada adiantava, pois o Deus dos judeus não pode enfrentar os Deuses romanos.

No ano 70 da EC, venceram uma revolta, e destruíram o Templo de Jerusalém, e no ano 135 venceram outra revolta e cunharam o nome Palestina para os Reinos de Judá e Israel. Mataram muitos judeus, expulsaram muitos e fizeram cativos muitos outros judeus dos Reinos.

No Século VII vieram os muçulmanos, derrotando os então ocupantes. Houve Cruzadas derrotando muçulmanos e depois muçulmanos derrotaram os Cruzados, veio o Império Turco, que permaneceu no lugar até 1917, no final da 1ª Guerra.

Nesta ocasião não foram expulsos os muçulmanos derrotados, que ficaram na Palestina e outros locais do Oriente Médio que habitavam. Os judeus conseguiram, finalmente, liberar o seu país e ficaram em parte da Palestina, vivendo com os muçulmanos, cristãos e outros habitantes do lugar.

Uma outra parte ficou com os árabes muçulmanos, que fizeram a guerra contra o retorno do Estado Judeu, já com o nome de Estado de Israel, em 1948. Em rápidas pinceladas, mostra que os muçulmanos ocuparam o lugar que, antes, era o país onde habitavam os judeus. Aliás, único país. Não havia povo palestino árabe, mas povo palestino judeu. Judeus nunca deixaram de estar no lugar, mesmo poucos.

Tudo decorre do permanente ódio aos judeus. Muito antigo ódio. Em Purim, lembramos do antigo ódio no Reino da Pérsia. No século passado, ganhou o nome de antissemitismo. E é este antissemitismo que faz divulgar todo ódio e as falsas notícias sobre a situação atual. Veja-se que na Espanha de hoje, mais de 50 cidades votaram contra Israel, e contra o apartheid israelense, assim dizem as moções aprovadas, por membros do Partido Socialista que governam as cidades.

A Espanha tem história de antissemitismo, lembremos da expulsão dos judeus em 1492 e da inquisição posterior. Protesta contra o Museu Judaico de Madri. Mas foi aprovada resolução contra o antissemitismo na Catalunha.

Várias hipóteses estão apresentadas para esclarecer a existência do antissemitismo. Lembremos de que, ninguém menos do que Leon Trotsky, em seu Termidor e Antissemitismo, de 1937, escreveu: “No tempo do último julgamento de Moscou, eu frisei num dos meus pronunciamentos, que Stalin, na sua luta contra a oposição, explorava as tendências antissemitas do país… Todos os observadores sérios e honestos são testemunhas da existência do antissemitismo, não somente o velho e hereditário, mas também da nova variedade soviética…”.

Esquerda e direita não escapam do antissemitismo enraizado nas mentes, explorados convenientemente pelos políticos. Hipóteses se fazem para explicar o fenômeno, mas não bastam hipóteses, erradica-lo, eis a questão.

Eis a razão da falsa ocupação por Israel, e de continuar, no mundo de hoje, a perseguição aos judeus, em várias partes, como Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, França, Suécia, e várias outras localidades.

Lamentável mundo novo, neste Século XXI.

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