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Estamos diante da pandemia do Coronavírus do Covid-19. Tudo gira entorno dessa praga, mas a outra praga, bem antiga, do vírus antissemita continua matando.

Vamos ao comentário:

A habilidade dos antissemitas não tem limites e jogam na cara o argumento de que a ética e a moralidade judaicas impõem o direito aos palestinos de ter seu próprio Estado. E muita gente nossa, especialmente da ala dita de esquerda, não sabe enfrentar o tema, e sucumbe aos argumentos deturpados. Bem, há também os da ala dita de direita. Ao lado da moralidade existe o conceito de vida, supremo, que paira acima dos preceitos, e que exige defesa contra quem quer nos matar. Pode-se fazer a guerra para se defender. Não houve condições diante do poder dos nacionais e internacionais socialistas, especialmente os primeiros, que terminou no triste Holocausto, embora houvessem revoltas, mesmo nas piores condições. Nunca diga que você segue pela última estrada, diz a canção.

Na Segunda Guerra foi comum bombardearem cidades, matando os habitantes em suas casas, com as paredes que ruíam, decorrentes dos ataques alemães. Mas os aliados também bombardearam cidades, como foi o caso de Dresden, na Alemanha, bombardeada pelos ingleses, que até hoje vozes lamentam, com críticas aos britânicos. Mas ninguém, em sã consciência, diria que não se deveria atacar os alemães por terem direitos inalienáveis. A Alemanha foi tomada por aliados com a ex-URSS, e todos aprovaram a rendição alemã, depois de suas barbaridades, apesar de ter havido um Pacto com os soviéticos e que os alemães romperam. Aliás, dizem que Stalin se preparava para rompe-lo e Hitler, parece que tendo algum conhecimento, se adiantou.

Assim, os palestinos atuais (antes eram os judeus), que chegaram com as conquistas muçulmanas, expulsando e dominando os judeus habitantes, hoje se intitulam donos do lugar, mesmo com decisões internacionais em prol de um Estado Judeu, que passou a se chamar Israel. O projeto que vem sendo forjado, de dois estados para dois povos, passa na arena internacional com os célebres 3D colocados por Nathan Sharansky: diabolização, deslegitimação e duplo padrão quando chega a Israel e aos judeus. Foi, unilateralmente, entregue a Faixa de Gaza, e o que vemos são foguetes disparados contra Israel, balões incendiários e túneis cavados sob as fronteiras para invadir o território israelí. Exigir que Israel entregue a chamada Margem Ocidental, que fora ocupada pela Jordânia, é um duplo padrão, porque a área nunca foi da Jordânia, país criado artificialmente por Churchill, em 1923. E sabemos que os atuais palestinos querem todo Israel, do rio até o mar, isto é, do Rio Jordão até o Mar Mediterrâneo, desaparecendo o Estado de Israel. Ninguém exige dos outros países tais medidas, eis o duplo padrão, padrão do velho antissemitismo.

Mas temos até gente nossa comungando com esse padrão diferenciado, porque aderentes dos grupos a que se inserem, forja um antissemitismo que não sabem enfrentar. A moral e a ética judaicas não impõem o suicídio. Devemos nos defender.

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